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Agência que poderia acelerar transição de gestão nos EUA se recusa a iniciar processo, diz jornal

Tradicionalmente, mesmo sem o resultado oficial, a Administração de Serviços Gerais assina um documento que permite a contratação da equipe de transição. No entanto, com a recusa de Donald Trump de aceitar as projeções, isso não aconteceu ainda.

09/11/2020 10h58 Atualizada há 3 semanas
Por: Cirano Sousa Fonte: G1
Agência que poderia acelerar transição de gestão nos EUA se recusa a iniciar processo, diz jornal

Além de Donald Trump não reconhecer a candidatura de Joe Biden como vencedora, uma funcionária do governo não deu seguimento ao protocolo que garante o começo da transição de equipes, de acordo com uma reportagem do “Washington Post” desta segunda-feira (9).

As projeções indicam que Joe Biden conseguiu vencer em vários Estados que lhe garantiram mais de 270 votos no Colégio eleitoral.

Donald Trump tem recursos legais e legítimos que ainda pode usar para contestar o resultado da votação.

Mas a menos que haja uma reviravolta dramática nos tribunais daqui em diante e ele possa provar na Justiça a existência de irregularidades na eleição que alega, embora não apresente provas, 20 de janeiro é a data em que o novo presidente é empossado. Nesse dia, Trump deve renunciar.

Geralmente, após a projeção dos resultados, uma agência chamada Administração de Serviços Gerais (GSA, na sigla em inglês) decreta que há um vencedor aparente.

Em seguida, começam os arranjos práticos para que a equipe de transição possa trabalhar.

O FBI faz uma pesquisa sobre as pessoas e dá sua autorização, senhas de sistemas de computadores são liberadas, os salários são acertados etc.

A posse do vencedor das eleições deste ano está agendada para o dia 20 de janeiro. A demora pode ter implicações práticas.

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