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Política Eleições 2020

Bolsonaro não elege Wal do Açaí e família de Zambelli perde nas urnas

Extrema-direita patina nas eleições com desempenhos ruins; Valéria Bolsonaro também fica de fora com apenas 2.034 votos

17/11/2020 19h00
Por: Cirano Sousa Fonte: Brasil de Fato
Bolsonaro não elege Wal do Açaí e família de Zambelli perde nas urnas

O resultado das urnas, nesta eleição de 2020, mostrou que o bolsonarismo e a extrema-direita estão em franca queda no país. Alguns resultados deixam evidente essa afirmação.

É o caso da derrota da Wal do Açaí (Republicanos), que já foi apontada como funcionária fantasma de Jair Bolsonaro (sem partido), e que teve apenas 266 votos em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, ficando na posição 84º, apesar do apoio do presidente.

Ainda na família, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente, se reelegeu à Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Porém, teve uma votação 34% menor, em relação a última eleição. Em 2016, foram 106 mil votos. Agora, em 2020, 71 mil.

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Na eleição, Carlos Bolsonaro voltou a enfrentar sua mãe, Valéria Bolsonaro, depois de 20 anos. A candidatura da ex-companheira do presidente, que levou seu sobrenome para a chapa, teve apenas 2.034 votos, ficando de fora da Câmara. Ambos tiveram apoio e inserção nas redes sociais do presidente.

Se a família Bolsonaro ficou triste com o resultado, imagina a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que viu três parentes sucumbirem nas urnas. João Hélio Salgado (Patriota), pai da parlamentar, perdeu a eleição à Prefeitura de Mairiporã, na Grande São Paulo, na chapa com Major Paulo (Patriota), onde conseguiu apenas 9% dos votos.

Bruno Zambelli (PRTB), irmão da parlamentar, perdeu a eleição para vereador em São Paulo. Ele teve 12 mil votos, insuficientes para uma cadeira na Câmara Municipal. Já a cunhada de Zambelli, Tatiana Flores (Patriota) também tentou se eleger para vereadora, mas em Mairiporã e teve apenas 190 votos, ficando de fora do legislativo local.

No Twitter, Zambelli estava chateada. “Todo sistema de votação é passível de fraude. Cabe à autoridade eleitoral, não ao cidadão, provar que o resultado é confiável, mediante possibilidade de auditoria e contagem física manual. Tudo o que é inauditável (sic) é suspeito de fraude. Incumbe ao TSE provar que ela não ocorreu”, reclamou a parlamentar.

Ainda na extrema-direita, Joice Hasselmann (PSL-SP), que em 2018 se elegeu deputada federal com 1 milhão de votos, tentou a vaga de prefeita em São Paulo, mas acabou derrotada com 98.342 votos.

A votação de Hasselmann para a prefeitura foi inferior ao desempenho de quatro vereadores eleitos no município: Eduardo Suplicy (PT), que teve 167 mil votos; Milton Leite (DEM), 132 mil; Delegado Palumbo (MDB), 118 mil e Felipe Becari (PSD), 98.717.

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