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Internacional COVID 19

A luta contra o coronavírus começa a avançar em 13 países

Primeira nação do Ocidente a usar vacina aprovada do ponto de vista clínico contra a COVID-19, o Reino Unido começou ontem a imunizar idosos, seus cuidadores e profissionais de saúde com a substância produzida pela Pfizer.

09/12/2020 06h31 Atualizada há 1 mês
Por: Cirano Sousa Fonte: MSN Noticias
A luta contra o coronavírus começa a avançar em 13 países

Primeira nação do Ocidente a usar vacina aprovada do ponto de vista clínico contra a COVID-19, o Reino Unido começou ontem a imunizar idosos, seus cuidadores e profissionais de saúde com a substância produzida pela Pfizer. A Rússia já administra sua vacina, a Sputnik V, desde o fim de semana passado e a China também fornece uma vacina experimental a um grupo reduzido da população. Entre 13 países que definiram campanhas de imunização, tendo vacinas garantidas – o que não é o caso do Brasil.

REINO UNIDO

É o primeiro país ocidental a iniciar a campanha com vacina clinicamente aprovada contra a COVID-19. A campanha começou ontem por pessoas idosas, seus acompanhantes e profissionais da saúde. O governo britânico adquiriu 40 milhões de doses da vacina desenvolvida pelos laboratórios Pfizer e BioNTech, suficientes para imunizar 20 milhões de pessoas. Serão aplicadas duas doses gratuitas com 21 dias de diferença. Concluídos em 18 de novembro, os testes indicaram que o imunizante é seguro e tem 95% de eficácia. De acordo com o secretário da Saúde, Matt Hancock, 800 mil doses devem estar disponíveis para a primeira etapa da vacinação. Os idosos em casas de repouso e funcionários estão no topo da lista de prioridades recomendada pelo Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI). Em seguida, serão vacinados os maiores de 80 anos e as equipes de saúde e atenção da linha de frente contra a COVID-19. Logo depois, devem ser imunizados, nesta ordem, pessoas acima de 75, 70 e 65 anos, respectivamente; aqueles de 16 a 64 anos com doenças preexistentes; e os grupos com 60, 55 e 50 anos. A segunda fase da vacinação terá como alvo pessoas com maior risco de exposição ocupacional ou que prestam serviços públicos essenciais, incluindo professores e trabalhadores no transporte. Depois, será a vez do restante da população.

ITÁLIA 

A Itália, país onde a pandemia matou mais de 58 mil pessoas, anunciou que vai começar sua campanha de vacinação no início de 2021. O presidente do Conselho Superior da Saúde (CSS), Franco Locatelli, disse em entrevista à emissora Rai 3 que a imunização deve começar na segunda quinzena de janeiro. É quando as primeiras doses das vacinas do consórcio BioNtech/Pfizer e do grupo americano Moderna chegam ao país. A vacinação será inicialmente voltada ao grupo de risco e funcionários da saúde. Segundo o ministro da Saúde, Roberto Speranza, a distribuição vai ser feita em operação conjunta com o Exército italiano. Por meio da União Europeia, os italianos já garantiram a compra de 202,573 milhões de doses de seis vacinas: AstraZeneca (produtora da vacina de Oxford), Biontech/Pfizer, Curevac, Johnson & Johnson (da Janssen), Moderna e Sanofi-GSK.

RÚSSIA

A vacinação contra a COVID-19 teve início, em Moscou, no sábado passado, com prioridade para grupos de alto risco da doença, como professores, profissionais de saúde e trabalhadores no transporte. Segundo o ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, mais de 100 mil militares russos já foram imunizados na última semana e a meta é que 2 milhões de pessoas sejam vacinadas até o fim do mês. A Sputnik V é uma das vacinas desenvolvidas contra a doença no país, que terá vacinação voluntária e gratuita. Uma outra vacina, também desenvolvida e aprovada no país, a EpiVacCorona, deve ser aplicada em massa no ano que vem. A expectativa do governo russo é de fazer parcerias internacionais para ampliara produção da Sputnik V, que é aplicada em duas doses, para imunizar mais de 500 milhões de pessoas no mundo em 2021.

ALEMANHA

A Alemanha também prepara centros de vacinação por todo o país. Em Berlim, a imunização deve chegar a 450 mil pessoas (cerca de 12% da população da cidade) em meados de dezembro. A vacinação será voluntária e gratuita e o país já garantiu 300 milhões de doses de diferentes fabricantes. O governo pretende fazer 20 mil aplicações por dia em idosos e pessoas que fazem parte de grupos de risco. Pessoas com dificuldade de mobilidade devem ser vacinadas em casa. Instituições de pesquisa e um comitê de ética sugeriram, em documento, que idosos e pessoas que pertencem ao grupo de risco, como diabéticos, obesos e hipertensos, devem ter prioridade na imunização. Também entram na lista profissionais de saúde, bombeiros, policiais, professores e educadores. A imunização de toda a população alemã deve se estender até 2022.

PORTUGAL

O governo português prevê vacinação voluntária e gratuita a partir de janeiro de 2021. O país adquiriu 22 milhões de doses por 200 milhões de euros, em acordos assinados com os fabricantes CureVac, Pfizer-BioNTech, Moderna, Johnson, Sanofi e GSK. A Pfizer, inclusive, disse que as primeiras doses podem chegar ao país nos primeiros dias do próximo ano. A primeira etapa de vacinação está prevista até fevereiro, e, se houver atrasos, pode ser concluída em abril. A intenção é imunizar quase 10% da população nessa fase. Têm prioridade os maiores de 50 anos com doenças preexistentes, profissionais da linha de frente contra a doença respiratória, como saúde, segurança e militares, pessoas em casas de repouso e unidades de terapia intensiva. Na segunda etapa, a previsão é de imunizar 2,7 milhões de pessoas, incluindo aquelas com mais de 65 anos. O restante da população seria vacinado em uma terceira fase.

FRANÇA

A França prevê início de vacinação gratuita contra o coronavírus em janeiro para idosos em casas de repouso. No país, são mais de 1 milhão de pessoas nessa condição. Segundo o governo francês, em fevereiro, será a vez dos 14 milhões mais fragilizados pela idade ou patologias, e, na primavera, que começa em março no país, a vacinação será ampliada para toda a população maior de 18 anos. De acordo com o primeiro-ministro Jean Castex, a campanha de vacinação começará com as duas vacinas que estarão disponíveis após autorização das autoridades de saúde europeias e francesas: a da Pfizer/BioNtech e a da norte-americana Moderna.

ESPANHA

A Espanha é um dos países europeus mais atingidos pela COVID-19, com quase 1,7 milhão de infectados e mais de 46 mil óbitos registrados. O governo planeja iniciar a campanha de vacinação no início de janeiro e anunciou que espera imunizar entre 15 milhões e 20 milhões de pessoas até junho de 2021.

CHINA

A China ainda não apresentou uma estratégia clara para vacinar a população, mas dirigentes do governo informaram que a distribuição deve ocorrer até o fim deste mês, segundo agências internacionais de notícias. Existem pelo menos quatro tipos de vacina aprovadas para uso antecipado ou limitado no país: CanSinoBIO, Sinovac Biotech, Wuhan Institute of Biological Products e Sinopharm. Porém, não se sabe exatamente quantas nem quais pessoas já receberam ou vão receber uma dessas vacinas contra a COVID-19. No início de outubro, a Sinopharm anunciou que centenas de milhares de pessoas já haviam recebido suas vacinas candidatas, segundo o jornal americano The New York Times. A estatal tem dois imunizantes na corrida: um é produzido por seu laboratório em Pequim e o outro em Wuhan, cidade que teve os primeiros casos de COVID-19 do mundo, reportados à Organização Mundial de Saúde (OMS). Já a Sinovac Biotech, que testa sua candidata a vacina no Brasil em acordo com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, informou que mais de 10 mil pessoas em Pequim foram imunizadas com sua vacina, também de acordo com o The New York Times. Uma outra candidata, a CanSino, foi aplicada em militares, segundo a rede de TV britânica BBC. 

TURQUIA 

A Turquia anunciou que pretende iniciar o processo de vacinação nesta sexta-feira. O governo fechou acordo para a compra de 20 milhões de doses para dezembro, com o laboratório chinês Sinovac Biotech. O ministro da Saúde do país, Fahrettin Koca, ressaltou que a expectativa é de que 25 milhões dos 82 milhões de habitantes do país sejam imunizados até o fim deste ano.

BULGÁRIA

O Ministério da Saúde do país informou que deve iniciar a vacinação uma semana após a chegada das primeiras 125 mil doses da vacina da Pfizer esperadas para o fim de dezembro. A imunização será gratuita e médicos, enfermeiros, dentistas e farmacêuticos têm prioridade na aplicação. Segundo o plano voluntário, professores, pessoas em lares de idosos e trabalhadores em fazendas de visons devem ser vacinados em seguida. Logo depois, será a vez dos trabalhadores de serviços sociais e de pessoas com mais de 65 anos. O governo da Bulgária deve adquirir de 12 milhões a 13 milhões de doses, por cerca de 250 milhões de euros. Freezers já estão sendo preparados para armazenar a vacina da Pfizer, que precisa ser mantida a uma temperatura de 70°C negativos. O Parlamento apoiou o plano do governo de participar de um acordo da União Europeia e obter vacinas da Pfizer, AstraZeneca e Sanofi.

POLÔNIA

Um dos países mais atingidos pela segunda onda da COVID-19, a Polônia anunciou ter assinado contratos para adquirir 45 milhões de doses das vacinas da Pfizer, BioNTech, AstraZeneca e Johnson. O premiê polonês, Mateusz Morawiecki, disse esperar que as vacinas fiquem disponíveis até fevereiro do ano que vem e a estratégia de vacinação do país deve ser anunciada nos próximos dias.

ARGENTINA

O governo argentino vai vacinar 300 mil pessoas até o fim do ano, como anunciou o presidente do país, Alberto Fernández. O planejamento do governo é adquirir 25 milhões de doses da vacina russa Sputnik V. O carregamento deve chegar ao país entre este mês e janeiro, quando está previsto o início das imunizações. Ao longo de dezembro e janeiro, o governo argentino pretende vacinar 12,5 milhões de pessoas. Esse universo pode duplicar e alcançar mais da metade da população. A vacinação em massa, assim que a fase 3 dos testes for bem-sucedida, pretende evitar uma segunda onda da pandemia depois do próximo verão, a exemplo do que ocorre na Europa.

JAPÃO

Lei aprovada no início deste mês na nação nipônica garante o fornecimento gratuito da vacina contra a COVID-19 para os mais de 120 milhões de habitantes do país. O governo japonês tem acordos fechados com a Pfizer, a americana Moderna e a britânica AstraZeneca. A imunização deve começar em janeiro de 2021.  

 

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